Não é um texto sobre o Brasil e sim sobre o brasileiro.

Não vou escrever sobre política.
Jurei não sujar meus papéis com ignorância.
Quando criança jurei ir embora, jurei sumir do país imundo que inventaram para mim.
Coisas que eu criei em mim.
Quanto mais tempo de vida, mesmo tendo pouco vivido, percebi que o problema não é o país.
O problema é o povo, não que não goste do povo.
Eu amo o meu povo e me incluo no povo.
Eu, meus companheiros, luto pelo povo.
Não acho ignorância quem é contra a protesto, calo-me e testo.
Depois de anos de comodismo, depois de tanto tempo cegos, deve ser estranho enxergar.
Queridos companheiros, jurei não escrever nunca sobre o país, mas não escrevo sobre ele, escrevo sobre o povo.
Fazemos parte do povo e moramos em um lugar que á 15 anos atrás era palco da "liberdade", aonde com 35 centavos se ia longe, aonde se bebia e dormia na rua sem acordar com o corpo em chamas.
Coloquem os corações em chama.
Quando falo do povo, grito ao povo.
Já vencemos lutas maiores irmãos, eu como admiradora de história e quem sabe futura revolucionária, apelo.
Não se acaba guerra com guerra, falo de guerra só para que acabe.
Não estou falando de país, falo dos habitantes, dos povos que passam fome, do arroz com feijão, das coisas básicas, que a nossa base deveria oferecer. Falo de crianças correndo atrás da bola nos becos e vielas, de meninos que sonham em correr atrás da bola, eu mesma, já presenciei "Não preciso estudar, vou ser jogador de futebol"
Não quer lutar? Não lute. Mas não pare o nosso show, não pare nossas vidas, não barre nossos direitos, já lutamos por tão pouco.
E somos maiores que o governo, nós, companheiros, já vencemos sem matar, tanto sonhos quanto pessoas.
O governo, não.


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