Coisa de criança grande
Devo mesmo escrever? No meu estado? Louca como estou. Exagerada criancinha que sou.
Nem acredito que ouso dizer que cresci, aquela menina ainda está aqui, só tem mais uns centímetros, só tem mais uns amigos e uma coleção de batons. Fiz uns ajustes nos vestidos e desfiz meus cachos, mas a mesma garotinha ainda guarda as bonecas, ainda pisa no lego e faz cabana com o lençol.
A garotinha aqui não acredita em príncipe, mas gosta dos cavalheiros, gosto dos amores antigos e das comédias românticas, ainda vê desenho. A garotinha toma uns porres, arruma briga e uns ogros. Não acredita em príncipe mas já beijou muito sapo e sabe que parar crescer vai passar por muita coisa.
Nos bailes de brincadeira e nos bares de saideira, as músicas favoritas.
Ah, doce criança, terrível mulher, que encanta e canta ao som da noite e á luz da Lua. Não vale tanto a pena me entregar assim. Vou me deixar levar, se quiser, poderá vir. Se apaixono muito esqueço de mim e quando me esqueço da vida é por não estar aí.
Vou na rua e penso, fumo, bebo e volto á brincar. Afinal, joelhos ralados, doem no banho mas são rápidos de cicatrizar.
Não tenho ideia de como terminar, sabe como é né?
A gente cresce e acha que é grande, mas ainda sim, se perde em coisa de criança, vou brincar mais um pouco, depois eu vou descansar, depois levanto para ser adulta, a gente cresce e acha que cresceu, quanta bobeira. A gente cresce mas a infância nunca desapareceu.
Nem acredito que ouso dizer que cresci, aquela menina ainda está aqui, só tem mais uns centímetros, só tem mais uns amigos e uma coleção de batons. Fiz uns ajustes nos vestidos e desfiz meus cachos, mas a mesma garotinha ainda guarda as bonecas, ainda pisa no lego e faz cabana com o lençol.
A garotinha aqui não acredita em príncipe, mas gosta dos cavalheiros, gosto dos amores antigos e das comédias românticas, ainda vê desenho. A garotinha toma uns porres, arruma briga e uns ogros. Não acredita em príncipe mas já beijou muito sapo e sabe que parar crescer vai passar por muita coisa.
Nos bailes de brincadeira e nos bares de saideira, as músicas favoritas.
Ah, doce criança, terrível mulher, que encanta e canta ao som da noite e á luz da Lua. Não vale tanto a pena me entregar assim. Vou me deixar levar, se quiser, poderá vir. Se apaixono muito esqueço de mim e quando me esqueço da vida é por não estar aí.
Vou na rua e penso, fumo, bebo e volto á brincar. Afinal, joelhos ralados, doem no banho mas são rápidos de cicatrizar.
Não tenho ideia de como terminar, sabe como é né?
A gente cresce e acha que é grande, mas ainda sim, se perde em coisa de criança, vou brincar mais um pouco, depois eu vou descansar, depois levanto para ser adulta, a gente cresce e acha que cresceu, quanta bobeira. A gente cresce mas a infância nunca desapareceu.
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