Feliz, sem final.

Ouvi dizer que dói.
Disseram-me certa vez, que amor ás vezes destrói.
Certas músicas tão felizes me assustam, sobre amor, canção de amor, acabando em dor.
Aprendi nos livros que príncipes te salvam, a vida me contou que príncipes não existem.
Acho que a vida não te conheceu, amor. Digo, dor.
Pessoas sem amor, pessoas sozinhas, pessoas, todo mundo largado por aí. Todo mundo precisando de colo, todo mundo chorando e dizem estar bem.
Por que dizem não gostar de amor, por que não aprendem a amar?
"Por que choras, pequena? Por que lamentas sem motivos, o céu é tão azul do lado de fora, a chuva já passou, a lua vem subindo, o sol se despede. Saí desta cama, doce criança quase adulta. Vai lá e brilha com a lua, conte as estrelas e me conte por que optou por viver em solidão. Dança na chuva, caso ela volte. Deixa a chuva lavar sua alma. Me deixa segurar te coração? Vejo buracos enormes dentro de ti, pobre criança. Quem entrou e destruiu tudo que havia aqui? Quem trancou o sonhos, quem disse que amor é dor? Finais felizes não existem, não devo mentir, mas vai ficar tudo bem, levante a cabeça, começa a sorrir. Coloca o vestido florido e vai dançar até não sentir a dor no coração, dança até que o mundo acabe, ou que ache teu par de solidão, dance e me tire pra dançar e eu juro, pequena, te tiro da solidão."
Fim.
Só do texto, afinal ainda tem vida por aí, tem amores que não vi e livros que não li, tenho músicas para ouvir e dor pra devastar, tenho um feliz, um feliz sem final, tá perdido por aí, ainda ei de encontrar. Agora lhe tiro pra dançar, dançar mesmo no silencio, até meu pé doer, até o folego acabar, até que o sol se vá, até que o mundo acabe, até que se devaste toda a minha dolorosa solidão de filme, e eu mesma escreva o tal "feliz".
Feliz, apenas, sem o final.

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