Vou te contar um sonho ou ao menos sonhar que contei

Ultimamente ando sonhando em proporções maiores que eu, que você. Maiores que o nós inexistente. 
Estava me perguntando por que não te liguei nenhuma das vezes que disquei o número, vinho estava fazendo efeito e eu pensei em ligar para dizer eu te amo.
Pensei, não fiz. Não disse. Um de meus maiores defeitos. Creio.
Resolvo escrever . Chá gelado. Planos. Papel. Caneta. Tudo aqui.
Tudo, menos você.
Mais um gole de chá, mais um piscar de olhos e eis me aqui jogando meus sentimentos em papel.
Deveria ter ligado e dito, nem que fosse um olá. Só queria ouvir tua voz, não queria falar.
Dá próxima ligo e digo "Olá querido, fala, fala tudo, só quero ouvir tua voz fazendo par com tua respiração".
Não vou ligar. Creio.
Mas deixa eu tentar . Tenho coisas pra tentar, coisas á conseguir, te contei?
Enquanto analiso a minha solidão penso e refaço mais um dos meus planos. Andei planejando em como irei te convencer a sair do teu mundo e entrar no meu. Tenho coisas para lhe mostrar, te contei? Nos meus planos eu aguardo a primeira oportunidade e te aperto na cintura, cinto teus órgãos pulando, tua pupila dilatar e observo o teu pulo de quem diz para parar com olhar de quem implora por mais carinho. Você gosta de carinho, só não admite. eu sei. Irei fazer mais uma veze te esperar perder o controle. Tu vai se vingar e dizer que é questão de jeito, tudo como dá última vez, vai me apertar na cintura e olhar nos meus olhos como quem diz Querida, estou te desafiando, espero tua ação. Com amor. Eu.
Bem tua cara, realmente. Desta vez as circunstâncias e o meu mundo, meus sonhos, tudo flutuando ao entorno de nós. Desta vez passarei os braços em teus ombros, lhe beijarei, você me beijara. 
O beijo acontecerá. Nós. Desta vez, só desta vez, chamarei de nós.
O beijo vai acabar, mas o nós continua. Eu vou te olhar e sorrir, suspirar... Espero que sorria para mim e diga ao confortante. Vou me deitar no teu colo e te contar sobre meus últimos textos, te ouvirei falar, mergulharei no teu silencio. Te amarei se dizer nada. Te amarei em segredo.
E ao menos uma vez, desta vez, eu espero não acordar e perceber que tudo não passou de um sonho.
Mais um pouco de chá.
Mas um pouco de você. Mais sonhos. Mais uma linha no texto. Mais uma declaração de amor.
Mais uma coisa que tu não vai ler, por que eu, não revelo medo, não conto amor.
Tenho medo de que nós termine, de que eu definhei e morra afogada nas minhas palavras, no meu chá gelado, nos lenços de papel e na vida que eu sonho para o nós que nunca existiu.
Afinal, tu sabes, além de dramática, me iludo fácil.


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