Até logo, amor.
Nem me reconheço mais. Não passo mais as noites em claro escrevendo, não me vejo mais na internet dias e noites. Nem sexo, algo que eu gostaria tanto, não gosto mais. E parece até que falta pedaço de mim.
Poderia ser uma crise, mas sinto que não passa.
Por isso escrevo, pra dizer que vou embora. Quem sabe eu volte, quem sabe você me peça para ficar.
Meu querido, te disse isso á algum tempo, um dia irei embora, palavras que doeram em mim. E em você?
Sabe, eu devo voltar. Não pense em partida, muito menos em adeus, pensa na saída, pense no até logo. E eu nesse meio tempo penso em você. Não creio que farei falta, mas vou dar uma volta. Irei respirar e parar de ser tão completamente sua. Não posso ser de alguém que nunca é meu. Entenda.
Não sei por que me dou o esforço de escrever isso, molhando tudo com lágrimas. Sua frieza não deixara que sinta falta, certo? Você só tem um alguém no mundo e como havia dito, o alguém não sou eu.
Não tem noção do quando chorei.
Você me tinha, me tem e me terá e eu nem teu cheiro tenho em alguma blusa para recordar.
Amor, me desculpa.
Me aceite quando eu voltar.
Pessoas como eu ás vezes precisam se afastar do bando para se fortalecer.
Lobos também.
E eu ainda sou um lobo pequeno, estou com um osso enorme na boca, ou eu cuspo ou eu mastigo até que acabe, preciso mastigar sozinha, se eu ficar por aqui pedirei a tua ajuda.
Chegou minha vez.
Resolvi passar uns dias fora, ouvindo música, subindo em árvores, lendo e escrevendo, prometo não demorar. Prometo não esquecer. Prometi nunca ir embora. Mas não é adeus.
Até logo, preciso ir e voltar. Preciso sentir falta.
Agora, com o peito apertado vou dar uma volta pela vida e pelo mundo que existe além de ti.
Vivi você, não vivi a vida, vou viver a vida e quem sabe volte até você.
Eu gostaria de te levar na mala, mas não dá. Você é grande de mais, o que sinto é grande mais. Deixo na gaveta da escrivaninha junto á este texto, que você não lerá.
Com amor, quem sabe sua, eu.
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