Quando eu jogo no papel..
Ah, chega, resolvi escrever, contar ao mundo sobre você, você não saberá, eu nem sei se contei pra mim mesma, mas vou escrever, chega uma hora que não dá. Você me sufoca querido, preciso de espaço, então vou te jogar no papel. Vou te transformar em poema, te traduzir em canção, te descrever em pequenos textos, quem sabe o você dentro de mim não diminui e me deixa pensar. Não vou declarar, vou reclamar. Reclamar tua presença em mim e tua falta em mim, teu amor e teu ódio, teus sorrisos e tuas lágrimas, tudo aqui dentro. Tô jogando no papel pra ver se alivia, é que eu queria explodir, mas sempre explodo em você e agora você não pode, certo? Ou eu não posso lhe dizer que já não vivo se você não viver? Passo horas bolando jeitos dos meus dias tediosos ficarem legais e eu ter alguma coisa pra te contar, até eu cansei dos meus papos chatos, minhas coisas avulsas e meus comentários sem nexo totalmente fora de hora, meus chiliques me incomodam também, são chatos, eu sou chata, eu sei.
Você esta, não esta. Você ama, odeia. Chora, sorrir. Hora sim, hora não. É pedir muito que você fique ou vá? Sou tão sua quanto você não é meu, isso dói. Você não vai entender, não desta vez, tem coisas meu querido que eu ás vezes juro que só eu entenderia, você é uma delas.
É que ando me sentindo usada, preciso contar, daí jogo no papel. Preciso te ligar qualquer madrugada dessas e te contar tudo isso, por agora não dá. Não falta coragem, sou pequena porém corajosa e destemida, entenda como quiser, escrevo pra extravasar, o texto nem era pra você, não era sobre você.
E por fim o texto é você. Vou te jogar no papel, prometo, não doerá. Você. Seu cabelo, seu sorriso (tudo bem, você não sabe sorrir, parece um psicopata, mas eu gosto, acho sexy, estranho, eu também sei), como eu também adoro o jeito como fala e a tua voz, seu jeito atrapalhado e a cara de quem não quer nada com a vida, ás vezes até acho que realmente não quer, te vejo pouco, mas te observo quase sempre. Lembra de todas ás vezes que você chorou por ela? Vou te contar um segredo meu: Eu chorei por você.
Ainda choro, inclusive, daí eu jogo no papel, dói ainda, mas dói menos.
Eu me preparo pra quando você vai chegar, me faço forte e resistente pra te ouvir contar seu dia chato e perguntar como eu estou e não poder dizer "pensando em você". Dói, mas dói menos que te perder, garanto. Não posso arriscar não ter mais você, não tenho, mas sei que se contar terei menos ainda. Falei de você, não ia falar, mas é tão inevitável, é tão não quando sim, é tão odioso que me faz amar, não posso explicar, daí jogo no papel e não te ligo e te engano dizendo que ainda sou forte e não preciso que se preocupe comigo. Mentira minha. Acredite, sou pequena, frágil e sua. Só cuida de mim, promete? Não quero lhe dar explicação, daí te joguei no papel e te deixarei aí, preciso dormir e você não deixa, preciso sonhar e você não deixa. Mas tudo bem, não consigo entender, daí jogo no papel.
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