Maldita saudade, Mal dita por tantos poetas

Poxa vida, que saudade, ás vezes de coisas passadas e coisas vividas, saudade de mim, do que era, do que já fui, do que um dia eu possa ser, que saudades de tanta coisa. E quando bate saudade e venho escrever, corro por papel, o lápis correr as linhas e as lembranças correm na mente. E por falar em mente esses dias lembrei do que ela já fez comigo, mente traidora, mente idiota que jurava não se entregar e sempre manter adormecido o pobre e frágil coração, mas uma acontece o que nunca fora planejado, é assim que acontece, é a lei da droga de vida não é? Um dia se deixa cativar, um dia você brinca de amor, um dia você sonha com alguém e daí percebe que já não tão brincadeira quanto antes, percebe que seus sorrisos tem nome, seus abraços cheiros, sua mente te trai e te dispersa, te distrai e outro pobre infeliz te atrai, mas é a vida, acontece, não é assim? Faz parte, daí te coração desperta e faz arte, pinta e borda um futuro a parte, um furo mais bonito, um futuro com pequenos seres lindos correndo pela sua casa, uma cama maior, férias no Havaí, casar na igreja, comprar um carro, passar o resto dos teus dias ali, com e para o teu "amor".. Ah, o amor, sentimento tão bom, certo? Talvez. Só se é bom com os pés no chão e a mão no coração, só de é bom quando é alimentado pouco á pouco, sem dores ou temores, sem medo de acabar, sem receio de faltar. Quando se muito cobra do amor ele foge, ele se vai, ele te deixa aí, queto, largado, só. Ele de deixa, e você sofre, você acorda em qualquer domingo e encontra um bilhete feito á mão "Por falta de mim eu fui, viajei, mudei, precisei de espaço, deixei um buquê de sonhos e um café da manhã repleto de lembranças, não sinta minha falta, mas deixei que eu sinta a sua e volte. Sem amor e com carinho a sua queria Paixão."
Burra que só, li o bilhete, plantei os sonhos em um vaso e rego todos os dias, cultivo eles, é legal, dói mas eu até que gosto, essa dor tem gosto dos teus beijos. Me alimento das lembranças, elas também não me fazem bem, mas me trazem você, e desde que tivemos amor eu só preciso disso, de você, não aqui, mas em mim.
Eu não sabia, eu desconfiava, mas os amargos poetas tem razão, a saudade é tão maldita, culpa do amor que sempre é mal dito. Sinto saudades de tanta coisa que chego a sentir faltas dos pedaços que perdi de mim. Mas então, o tal do amor eu conheci e ele me trouxe você, você se foi e me deixou a tal da saudade, desconhecida, quem é ela? Saudade, quem es tu minha cara companheira dos fins de tarde e das noites de luar? Procurei em dicionários "Do lat. solidate,soledade, solidão. atr. do arc. soydade, suydade com influência de saúde. sf.(a) 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhado do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia. 2. Pesar da ausência de alguém que nos é querido. "  Talvez fosse, poderia até ser, mas no dicionário é tão fácil, apesar de que em mim fizesse cada vez buracos maiores, parece imensa a nostalgia dos dias em que fui menos só. Lembra de quando dizia que meu coração de poetisa sentia mais e que meu jeito infeliz e dramático de atriz me fazia sofrer além da conta? Pois bem amor, meu drama exagera tanto mas tanto que chego a chorar, chego a lamentar a falta da tua presença, pois é, eu morro um pouco a cada vez que olho pro lado e vejo que não tenho mais você, só me resta o buquê de sonhos e as lembranças que me alimentam, talvez eu sinta além da conta, talvez eu faça drama, talvez, só talvez eu devesse sofrer menos, mas não dá, maldita saudade, mal dita por tantos poetas e agora por mim. Venho aqui pra mal dizer o tal do amor, que entra sem pedir, que sai sem avisar e põe saudades no lugar, mal dito amor, que me faz ódio, mas que ainda me faz esperar a tão aguardada volta, e junto dele mais saudade, mas amor vicía, dói mas cura, estranho, mas verdade, desculpa pelo incômodo  mas eu precisava dizer "MALDITA SAUDADES DO AMOR MALDITO MAS TÃO BEM POR TANTOS E ODIADO POR MIM!".  
Pronto, volte a esquecer, volte a dormir, já disse o que queria e já deixei de sentir a agonia do meu nostálgico ser.
Bruna H.

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