Loucuras cometidas em tempos de sensatez
Caramba, eu e a minha mania dolorosa de abandonar as coisas, de desistir, se soubesse como me arrependo, mas acho que essa folha não seria capaz de portar todas as coisas que lamento, todas as noites mal dormidas, os abraços frouxos e os pulos que poderiam ter ido mais alto, como dói lembrar dos sonhos que eu peguei na mão mas deixei escorrer pelos dedos ou quem sabe eu mesma os joguei pro ar.
Desistir. Eis então meu dom. Que coisa, nada para quieto em mim, ou será que eu não paro quieta em nada? Esses sonhos eram mesmo meus? Por que deixo tudo escapar, não sou boa com isso de acumular alegrias, amigos, livros ou amores, sempre perco eles por aí, sempre abro mão e vou respirar, tenho excitação em abandono, sou quase amante da solidão. Sofro de uma urgente precisão de ir embora só pra depois voltar.
Andei sofrendo de outras coisas mais, mas sofrimentos e eu já são tão clichês que nem escrevo mais, já me poupo de lhe contar, me poupo de escutar meus choros, poupo-me que enxugar lágrimas insolentes que insistem em me incomodar em noites traiçoeiras como tais; nas quais meus pensamentos me levam pra tão longe, um longe tão distante quanto eu e o amor, tão longe quanto eu e um futuro promissor. Poxa, eis me aqui falando novamente das dores, me cercando de sofrimento e me isolando de fantasias. Até quando vou insistir em não viver direito, será que alguém responde isso por mim?
Desisto. Já desisti tantas vezes, depois tento novamente, depois consigo alguém que tente por mim. Mais tarde, quem sabe.. Um dia, daqui umas semanas, uns dias, uns meses, anos, não sei, mas não ainda, pois é.
Ainda não dá, sou tão criança quanto os meus anseios, sou tão louca, eu e esses meus devaneios. Por agora só vou descansar, desistir, esperar, um dia acho alguém e juntos, quem sabe, chegaremos lá.
Desistir. Eis então meu dom. Que coisa, nada para quieto em mim, ou será que eu não paro quieta em nada? Esses sonhos eram mesmo meus? Por que deixo tudo escapar, não sou boa com isso de acumular alegrias, amigos, livros ou amores, sempre perco eles por aí, sempre abro mão e vou respirar, tenho excitação em abandono, sou quase amante da solidão. Sofro de uma urgente precisão de ir embora só pra depois voltar.
Andei sofrendo de outras coisas mais, mas sofrimentos e eu já são tão clichês que nem escrevo mais, já me poupo de lhe contar, me poupo de escutar meus choros, poupo-me que enxugar lágrimas insolentes que insistem em me incomodar em noites traiçoeiras como tais; nas quais meus pensamentos me levam pra tão longe, um longe tão distante quanto eu e o amor, tão longe quanto eu e um futuro promissor. Poxa, eis me aqui falando novamente das dores, me cercando de sofrimento e me isolando de fantasias. Até quando vou insistir em não viver direito, será que alguém responde isso por mim?
Desisto. Já desisti tantas vezes, depois tento novamente, depois consigo alguém que tente por mim. Mais tarde, quem sabe.. Um dia, daqui umas semanas, uns dias, uns meses, anos, não sei, mas não ainda, pois é.
Ainda não dá, sou tão criança quanto os meus anseios, sou tão louca, eu e esses meus devaneios. Por agora só vou descansar, desistir, esperar, um dia acho alguém e juntos, quem sabe, chegaremos lá.
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