Sinto-me infinita, apesar do fim do dia
Tenho um hora de onze minutos para que comece um novo dia, tenho uma hora e onze minutos para fazer o que quiser com este dia, deste dia ainda restam uma hora e onze minutos.
Eu comprei uma agenda nova, mas o ano novo ainda não chegou. Não cumpri o combinado, não parei de fumar, mas já faço resoluções pro ano que vem, ainda resta uma semana pra chegar a semana que vem. Ainda me faltam um banho, um chá, uns páginas do livro que tenho lido e o sono, ainda me falta algo pra dormir em paz.
Quem sabe me falte companhia, pode faltar a paz, não dormirei em paz, dormirei na cama, ou quem sabe eu não pegue no sono deitada no sofá.
Me falta tanto, mas faltam, agora, uma hora e quatro minutos para o dia ter fim, falta uma vida inteira pro meu finalmente fim. Nem sei se a morte é mesmo o fim.
Fim pra mim é barulho no cinema, e que me acordem cedo no sábado, fim mesmo é ver a chuva e não se molhar, ver o Sol queimar e não mergulhar no primeiro canteiro fresco e ler até que o fim da tarde peça o começo e o fim duma xícara de qualquer coisa que me aqueça, porém que não me queime as ideias, que não precise me fazer esperar.
Observo a vida para trás, mas qual será o tamanho da vida? Ainda tenho uma pela frente.
Mas, deste dia restam apenas cinquenta e oito minutos, e eu, contando as palavras para que caibam no resto do meu dia, e que não seja o fim do dia, seja o fim do texto, mas não do livro, ninguém merece o fim de um livro, fim de livro é fim do mundo, novo livro é um novo mundo a se navegar, a vida é um livro, mas é um livro sem fim, um livro que não acaba quando se fecha. Eu vou fechar os olhos e dormir, fechar o livro e sorrir, mas não vou fechar a vida, fim da vida é fim do mundo. E dar fim pra augo é realmente o fim, principalmente quando se tem uma vida inteira sem fim.
Eu comprei uma agenda nova, mas o ano novo ainda não chegou. Não cumpri o combinado, não parei de fumar, mas já faço resoluções pro ano que vem, ainda resta uma semana pra chegar a semana que vem. Ainda me faltam um banho, um chá, uns páginas do livro que tenho lido e o sono, ainda me falta algo pra dormir em paz.
Quem sabe me falte companhia, pode faltar a paz, não dormirei em paz, dormirei na cama, ou quem sabe eu não pegue no sono deitada no sofá.
Me falta tanto, mas faltam, agora, uma hora e quatro minutos para o dia ter fim, falta uma vida inteira pro meu finalmente fim. Nem sei se a morte é mesmo o fim.
Fim pra mim é barulho no cinema, e que me acordem cedo no sábado, fim mesmo é ver a chuva e não se molhar, ver o Sol queimar e não mergulhar no primeiro canteiro fresco e ler até que o fim da tarde peça o começo e o fim duma xícara de qualquer coisa que me aqueça, porém que não me queime as ideias, que não precise me fazer esperar.
Observo a vida para trás, mas qual será o tamanho da vida? Ainda tenho uma pela frente.
Mas, deste dia restam apenas cinquenta e oito minutos, e eu, contando as palavras para que caibam no resto do meu dia, e que não seja o fim do dia, seja o fim do texto, mas não do livro, ninguém merece o fim de um livro, fim de livro é fim do mundo, novo livro é um novo mundo a se navegar, a vida é um livro, mas é um livro sem fim, um livro que não acaba quando se fecha. Eu vou fechar os olhos e dormir, fechar o livro e sorrir, mas não vou fechar a vida, fim da vida é fim do mundo. E dar fim pra augo é realmente o fim, principalmente quando se tem uma vida inteira sem fim.
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