Enquanto estava em teus braços
Quando sentei naquele banco que já conhecemos, no meio da praça que já sabemos qual, e senti os teus braços ao redor de mim o meu mundo ia parar, estou parada de mais, então disparei a falar; você sempre me escuta, mesmo quando abro a minha torneirinha de asneiras, nem sempre ouve com atenção o que digo, compreensível, porém está sempre por aqui, sempre pergunta se eu não quero contar.
Eu demoro para falar, desculpa, nem sempre dá, mas ás vezes eu tento, saem teorias mal formadas, coisas sem fundamento, histórias de quando fui criança - repare que ainda sou - e brinco com as coisas, nada que faça sentido. O sentido de me sentar naquele banco é sentir os braços de outrora me confortarem, o jeito de sentir meu cheiro e aquele seu sorriso solto de sempre.
Quem sabe não me senti ali só para contar da minha vida horrível, sento-me contigo naquela praça para descansar nos teus ombros, sentir teus lábios e teus abraços confortantes, sei que sou relutante, mas estes abraços apertados me arrancam suspiros e me repõem as esperanças de que para sempre vou te ter aqui, é a hora mais feliz do dia: o teu abraço; mais quente que qualquer beijo, mais confortante que milhares de palavras, mais aconchegante que qualquer cama, melhor que qualquer coisa que eu possa receber. Estar envolta nos teus braços me faz crer que a vida não é tão ruim, que a ruim sou eu, mas nestes braços, amor, eu me sinto melhor.
Sentei naquele banco e observei aquela praça para ter certeza do que eu quero, mesmo nunca sabendo, eu me decidi enquanto estava sentindo os teus braços e os teus beijos, eu quero ficar.
Ficar nos teus braços, ficar naquele banco, numa cama, em um sofá, aonde quer que seja, eu quero ficar com você, assim estou feliz, me sinto completa, eu quero você e os teus cuidados, quero os teus abraços apertados, afinal ''abraço é a única coisa do mundo que quanto mais apertado ele é, mais alívio ele dá.''
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