Li verdade em teus olhos negros

Com que palavras começamos a falar de um sentimento que palavras não explicam? Creio não dever denominar isso como texto, não creio que terei nome para qualquer coisa que toque minha mente agora, depois, sempre, creio que preciso dizer, não sei o que... Preciso! 
Seus olhos negros, seus cabelos negros, sua pele negra
Lindos, lindos como a sua alma grávida da verdade
E que verdade? 
Eu li esta verdade em ti
Por entre as flores do teu casamento e os doces dos teus sonhos
Agora, leio nas flores do teu velório sem doce algum 
Sentirei falta, sim? 
Sentiremos. 
Só sentir bastaria, explicar não caberia
Me disseram que Deus explica 
Freud não explica, creio que Deus também não
No chão vejo as velas, as lágrimas e as mazelas 
Mazelas da tua verdade de seis meses
Uma linda verdade
Verdade que sofrerá tua ausência mais do que qualquer outro
Tua verdade que com apenas seis meses luta para viver
Verdade que não pode morrer como você
Verdades mortas são mentiras
Pessoas mortas são verdades
A tua verdade está vida em mim
Assim como você. 

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