Louca, mas não de pedra, de amor.

Declararia minha própria loucura se existisse alguém para ouvir minha insana declaração. 
Me encontro só, mais louca seria se iniciasse uma conversa solitária. Seria louca confessa, e que louco é tão louco a ponto de assumir tal condição? Ontem, ou hoje, não me lembro mais, era tarde, a noite falou comigo, e eu fui lá fora para vê-la, não que esteja louca, a noite realmente falou comigo, a Lua sorriu para mim. Eu e ela nos tornamos grandes amigas; certa vez disse à ela que estive me achando louca, destas loucas cheias de loucuras, loucuras bem loucas. 
A Lua me disse, porém, que de louca eu nunca tive nada, que o mundo é louco e neste mundo louco os loucos se salvam e se tornam normais, louco é quem não é louco. 
Há quem entre no meu quarto e sinta a poeira dos meus livros, e pense ''ela é louca'', declaro então que louco é quem não lê, quem não escreve, quem não pensa, quem não tem arte da vida, meus amigos, não vive. Isto seria um laudo que comprovaria minha loucura, mas tudo que declaro é que sou poeta, e poetas, como de costume, são loucos, loucos cheios de loucura, loucuras bem loucas. Loucuras de amor, de amar. Loucuras que podemos ler em livros que contam histórias de homens e mulheres loucos, não de pedra, de amor. Sou eu, então, poeta, amante da noite e do campo, amante de café e literatura brasileira. Eu tenho amor, e tenho arte, isso me torna louca, louca mesmo, é claro, mas além de louca, feliz. Afinal, meus caros, quem não tem amor na vida, não vive. 
Eu, vivo do meu amor, vivo com paixão, uns goles de cafés e poesia, poesia cheia de loucuras, essas loucuras de amor. E sem esta loucura não seria eu, sem tal loucura não estaria escrevendo isto e me declarando louca, amável. Que insanidade, isso me torna, de certa forma, um poeta triste, mas quando se pensa em poeta quase sempre se pensa em amor, e pensando em amor, o mundo lembra dor. 
O mundo é louco, a Lua tinha razão, o amor e a dor são amantes, amigos meus também, me deixaram meio louca, mas me fazem feliz e me rendem loucuras perfeitas para por no papel, como estas que escrevo para vocês, sei que me acham louca, mas declaro, louco é quem não ousa, ao menos uma vez, ser louco, não de pedra, de amor. 

Com amor, e poesia, da escritora, louca, que ama escrever loucuras pra vocês. 

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