O ideal de ser caoticamente feliz
Se eu escrever desmentindo todas as verdades que outrora possa ter escrito, certamente será pela minha mudança, mudança qual planejei a vida inteira, mas não mudo por medo de que a mudança afete a humanidade, quem é humano sem mudança afetiva? Quem é humano em meio as mudanças da vida?
Minha inspiração, agora, se baseia em caos.
O caos que encontro quando abro os olhos e olho para o céu do meu quarto, é o mesmo caos que sinto tocar meus pés no instante em que meus pés tocam o chão gelado, não menos gelado que o café da madrugada que ainda está em cima da escrivaninha esperando minhas palavras marcadas com tinta no papel que marca o caos do meu terço de vida vivida. Creio eu, que bem vivida, vivi, até hoje, buscando não me arrepender, aprendendo todos os dias mais; aprendo mais caminhando no caos das estantes da biblioteca do que no caos que os autores criaram nas linhas de seus textos.
Aprendi a ler caos, ser caos, escrevo, então, o caos.
Aprendi a ler caos, ser caos, escrevo, então, o caos.
Dias atrás, hoje mesmo, eu pensei que pensar não deveria ser bom. Cara, estou pensando e isso é bom, ou pode ser efeito da cafeína, estou bem, eu acho, estou bem por estar mal, pois quando estou mal eu penso bem. Penso que viver em caos me dá as melhores ideias.
Uma vez tive a grande ideia de viver de ideias, eu repetia comigo mesma que viveria só para ter ideias e desde então eu sou a ideia que tive. Sou idealizada por mim mesma, mas isso não aparenta ser uma boa ideia aos olhos alheios, mas aos meus olhos as ideias não saíram do papel, eu sou um papel, um improviso, minha vida é a peça de teatro mais mal feita que já se viu, feita por ideias de autores que não tinham atos e sim ideias, ideias que não saem do papel por não passarem por ele.
Eu sou feita de ideais. Sou um ideal.
Não fui a boa ideia dos meus pais, mas se fosse uma boa ideia eu não teria tido a ideia de viver assim.
Viver de caos, viver de mim e das minhas pequenas grandes ideias, viver de amor e por amor.
Amor é o caos do mundo, mas amor, junto das ideias, constrói o mundo.
Não qu'eu queira construir o mundo, não quero. Sou dona das minhas ideias e dos meus sentidos, só não sou dona de mim. Não sei me controlar, porém sou feliz sem controle.
Quem é dono do controle não é dono da paz.
Não sou dona do caos, devo ser dona de mim, mas eu me solto por aí, não quero ser dona de mim, quero ser livre, me liberto de mim, por isso vivo assim, por isso sou caótica, mas é por isso também, que apesar dos apesares eu sou feliz!
Uma vez tive a grande ideia de viver de ideias, uma vez tive a grande ideia de ser feliz.
E hoje, de uma vez, descobri que sou um ideal, o meu ideal de tempos atrás; descobri que não tem formula pra ser feliz, e por descobrir o mundo sem descobrir de mais e querer sempre saber mais eu sou, assim, idealizadamente feliz.
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